

"I have no choice but to direct my energies toward the acquisiton of fame and fortune. Frankly, I have no taste for either poverty or honest labor, so writing is the only recourse left for me." Hunter S. Thompson
The Boat that Rocked é um filme apaixonante. Podia sê-lo, em particular, por muitas razões, do elenco à banda sonora, mas diria que a maior de todas é o espírito. Há uma envolvência que é absoltuamente contagiante e que nos transporta para outra era, outros tempos, marcantes e inesquecíveis, pela música, pelos movimentos, pela vontade de viver. E o filme carrega tudo isso. Diria mesmo que nos chega a fazer sentir nostálgicos, mesmo por um tempo que nunca vivemos. Um tempo único, de toda uma escola de saber e querer viver, materializada, aqui, simplesmente num barco. Como diz o Seymour Hoffman, a dada altura, aquele é o tempo de uma vida. Deixa-nos a pensar.
Este Pelham não é um sequestro, é um desastre. Podia ser só um sequestro, qualquer coisa para passar mais ou menos esquecida, mas estamos a falar do Tony Scott a realizar o Denzel, o Travolta e o Gandolfini, e, portanto, desculpas não estão aqui à mão. Ok que o filme nunca induz em erro, no sentido de negar a sua génese comercial, mas há limites para tudo, e gente com este traquejo, não devia acabar numa coisa tão pobrezinha.Jorge Jesus, na reacção ao Benfica 4-1 nacional