sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Podiam meter este formato na gaveta? Podiam. Mas não era a mesma coisa.

Era só para dizer que acho que correu bem. O Zé Carlos não tinha corrido assim grande coisa, muita gente disse que eles se iam espalhar à bruta desta vez, e eles não fizeram por menos e decidiram meter o Daily Show ao barulho... E acho que correu bem. Ok que o Araújo é um génio e que o Góis não acerta uma piada em televisão, que o Dores e o Quintela foram meio encostados em nome do projecto, mas aí estão os Gato outra vez. Cheios de fôlego. Grandes audiências, grandes convidados, um mês com o país colado. Eles é que sabem o que querem fazer no próximo formato. Mas acho que correu bem.

"We're Never Gonna Die"

The Boat that Rocked é um filme apaixonante. Podia sê-lo, em particular, por muitas razões, do elenco à banda sonora, mas diria que a maior de todas é o espírito. Há uma envolvência que é absoltuamente contagiante e que nos transporta para outra era, outros tempos, marcantes e inesquecíveis, pela música, pelos movimentos, pela vontade de viver. E o filme carrega tudo isso. Diria mesmo que nos chega a fazer sentir nostálgicos, mesmo por um tempo que nunca vivemos. Um tempo único, de toda uma escola de saber e querer viver, materializada, aqui, simplesmente num barco. Como diz o Seymour Hoffman, a dada altura, aquele é o tempo de uma vida. Deixa-nos a pensar.

The Boat that Rocked é um filme despretensioso, porque a mensagem é pura: amar a música, amar uma época, amar uma forma de vida. E as opções resultam quase todas. O elenco é das melhores massas em funcionamento que me lembro de ver. Bill Nighy, Nick Frost, Tom Wisdom, Rhys Ifans, todos fantásticos. O monstro Seymour Hoffman, cada vez melhor, acima de todos, iconográfico. Junta-se-lhes uma banda sonora fácil, talvez, mas assustadoramente boa, obrigatória. E o fim é como devia ser, como tinha de ser, porque The Boat that Rocked não precisava de twists nem de grand finales. Acaba como nos sabe bem que acabe. Era bonito a Academia lembrar-se dele.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Monumental.

The Crashing of Pelham 123

Este Pelham não é um sequestro, é um desastre. Podia ser só um sequestro, qualquer coisa para passar mais ou menos esquecida, mas estamos a falar do Tony Scott a realizar o Denzel, o Travolta e o Gandolfini, e, portanto, desculpas não estão aqui à mão. Ok que o filme nunca induz em erro, no sentido de negar a sua génese comercial, mas há limites para tudo, e gente com este traquejo, não devia acabar numa coisa tão pobrezinha.

Acima de tudo, acho que o filme é mal gerido. O mauzão podia ser ou um capote a nível ideológico, tipo Joker, ou um sangessuga por dinheiro, tipo mauzão do costume, e acaba por ser meio dos dois, o que, para mote, é fraco, ainda por cima pela linha que o filme toma durante muito tempo. Depois, não se explora a personagem do presidente da câmara, um paupérrimo Gandolfini, temos uma figura de chefe só a mandar papaias, e temos um bando de quatro gajos em que três são espantalhos, o que é das coisas mais constrangedoras que existe. Até uma boa ideia, como o plano de fuga do golpe, que tinha o seu charme, é toda rebentada da maneira mais estúpida possível. E, claro, a cereja no topo do bolo são os sound-bytes à lá american hero, essa aberração transversal, como o namoradinho-que-está-a-morrer-e-diz-pela-webcam-que-ama-a-namorada, ou a mulher-do-protagonista-que-não-só-exige-que-o-marido-volte-a-casa-vivo-como-que-lhe-traga-"four-gallons-of-milk!" ou o presidente da câmara a dizer ao herói improvável, ao simples controlador do metro, que quando disser que Nova Iorque vale a pena, vai-se lembrar dele e saber porquê. Não há nada tão lixo como estas tiradas fofas.

Com um Denzel novamente mortiço, pouco intenso e com pouca alma, depois dos muito fraquinhos American Gangster e The Great Debaters, apesar da boa vontade, o filme valeu, única e exclusivamente, por um Travolta fantástico. Já disse que o background da personagem foi mal conseguido, porque um doido puro, ali, tinha partido tudo, mas, ainda assim, estamos perante uma senhora interpretação. Frio, sempre no limite, genuínamente perdido, louco até. Não salva a honra do convento, mas marca um pontinho de dignidade. E é sempre bom ver um nome como o dele, ainda ir a tempo de fazer umas coisas destas. Pese a envolvência.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Coisas Fantásticas #4

"Terá o número 27 um significado que nós desconheçamos?"
via Nós por Cá, SIC

Eu vi um sapo, um grande sapo (hehehehehe...)

"Masca chiclete de boca aberta e pragueja no banco"

"Dá-me gozo ficar à frente do mestre da táctica"

"Apenas uso um bloco de papel e, mesmo assim, fiquei à frente de alguém tão especial, talvez o Especial 2"
Manuel Machado, sobre Jorge Jesus

Jorge Jesus, na reacção ao Benfica 4-1 nacional