Aparentemente, o pessoal ficou todo apaixonado pelo Papa. Dizem que ele, em vez de duro, distante e frio, afinal acenava às pessoas. Que, quando podia estar a falar com o secretário, ou chateado no papamóvel, acenava às pessoas. Que, os discursos que lhe escreveram, são dum dos maiores intelectuais do nosso tempo (incluíndo, pelos vistos, as partes em que ele bate no aborto e no casamento homossexual). Santo com ele, já!
"I have no choice but to direct my energies toward the acquisiton of fame and fortune. Frankly, I have no taste for either poverty or honest labor, so writing is the only recourse left for me." Hunter S. Thompson
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Papa, porque somos del Atleti?
Admiro a filosofia (e essa é a palavra) do Barça. Adorava o Real do Zidane (mais do que todos, do Zidane), e torço pelo Real do Ronaldo (oxalá, do Ronaldo e do Mourinho, num futuro próximo). Respeito a filosofia (também aqui) do Bilbao, e lembro-me do vigor do Valência da última década, e do perfumadíssimo Sevilha das UEFAs. Mas, desde há muitos anos, se me perguntassem qual era o meu clube preferido em Espanha, respondia o Atlético de Madrid. Não sei explicar verdadeiramente como é que começou. Mas acho que sempre achei que havia qualquer coisa de poético no clube. Em tempos um dos grandes de Espanha, não deve ter sido fácil vegetar tantos anos à sombra do Real, investir tanto, e tanto tempo, para perder cronicamente. E depois, acho que sempre fui fã de clubes capazes de criar lendas, mesmo sem as grandes vitórias. Como o Futre, ou como a Fiorentina do Rui Costa. Certo, é que, dalguma maneira, sempre fui do Atleti. Ontem, 16 anos depois do último troféu, o Atlético ganhou a UEFA. Para ser sincero, nem vi o jogo. Não foi desconsideração nem nada, passou. E só vi os golos há bocado. Mas já li sobre a festa, já vi a capa da Marca e tenho um certo contentamento que não se explica. Como quando o Liverpool foi Campeão Europeu, ou o velho Nápoles voltou à Serie A. Coisas do futebol.
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Jornalismo do tipo "isto é tudo uns bandidos"
O Nós por Cá está a um quarto de hora a insinuar que o Governo aumentou os impostos numa altura em que ninguém está a prestar atenção à política. Insinuaram que a medida foi anunciada depois do Benfica Campeão, e insinuaram que foi anunciada antes da visita do Papa, para, feito uns sorrateiros, terem ido fazer algumas 20 insinuosas entrevistas de rua, sobre toda esta situação tão estranha. Parece-me que ficou tudo pela insinuação, porque este é um caso tremendamente complexo de perceber, e oxalá o Nós por Cá faça um programa extra especial sobre isto. Eu cá não acredito.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
África do Sul 2010 - Como vai ser
Antes de mais, duas notas prévias: o anúncio super-electrónicó-espectacular da convocatória do Queiroz ontem, mais parecia a abertura chinesa dos Jogos Olímpicos. O mister não deixou aquilo por menos, ele foi Pedro Pinto, plateau, entrevista, vídeos, lindo lindo. Nem se compara com esse bruto que era o Scolari, esse rústico. Depois, anunciar 24 nomes em vez de 23 quando, no dia seguinte, vão ser anunciados mais 6 que estão na exacta condição desse "+1", é qualquer coisa assim difícil de perceber. (Nem pego no facto de ter sido feita uma pré-convocatória de 50 nomes sem o Manuel Fernandes, que agora está nos últimos 30, hehehe).
Sobre os 24 de ontem: o Queiroz surpreendeu-me pela positiva. Sacana, logo agora que eu já tinha aquele gostinho... Concretizou o Coentrão, meteu o Veloso, lembrou-se do Zé Castro e encostou, incrivelmente, o Patrício e o Moutinho. Aquilo sem o Rolando e com o Makukula, e eu tinha-me apaixonado por ele.
Baliza - como eu tinha dito na antevisão da convocatória, os dois suplentes do Eduardo tinham um valor meramente simbólico. A menos que aconteça qualquer imprevisto, não vão jogar, portanto a importância é relativa. Ter deixado o Patrício em terra foi, portanto, um atestado de cérebro, e a beleza disso ofusca praticamente tudo o resto. De qualquer maneira, não deixa de ser um bocado desconfortável ter despachado também o Hilário. Com o Quim totalmente fora, acho que, em dois lugares, havia espaço para um naco de experiência. Admito que um reaccionário como o Beto seja uma opção interessante, mas já o anónimo Daniel Fernandes, não sendo, concerteza, um Patrício, é assim para o esquisito.
Defesa - Coentrão garantido, foi o espaço de javardice do mister: 6 centrais ali à patrão. Surpreendeu-me a lucidez da opção pelo Zé Castro (que é um tipo com um potencial tremendo, e que nunca pensei que fosse passar pela cabeça do Queiroz), mas é uma falsa opção, porque será ele o sacrificado caso o Pepe recupere, como se espera. Já o Ricardo Costa, que é um jogador que sempre apreciei, útil e fiável, não faz sentido. Faria se ficasse no lugar do Rolando, como 9º defesa, não. Ainda por cima quando só vão dois pontas-de-lança de raiz.
Meio-campo - O Queiroz levou os que eu levava. Era um beijo na testa agora.
Ataque - Não se asneirou com o Edinho, mas faltou o Makukula. É pena.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Primeira impressão
O Rui Patrício está fora. Tenho aqui uma lágrima no canto do olho.
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domingo, 9 de maio de 2010
Campeões
O Benfica foi campeão. Estou-me a cagar. Mas hoje sofri como um esganado, tremi por todos os lados, tive vontade de chorar, pulei e gritei, em casa e ao telefone, e fiquei morto de feliz. Muita gente não há de perceber, e quem é do porto e do benfica e do sporting nunca há de perceber. Hoje o Marítimo, o meu Marítimo, o Marítimo do qual sou sócio desde as 2 horas de vida, o Marítimo da cidade onde nasci, o Marítimo do meu pai, o MEU Marítimo, foi ganhar contra todas as expectativas a casa duma equipa com mais adeptos, mais estádio, mais dinheiro, mais condições e mais jogadores, e qualificou-se para uma competição europeia. Não ganhamos títulos, não vamos receber muito dinheiro nem vamos ter projecção, mas o Marítimo nunca foi um clube dos títulos, do dinheiro e da projecção. Somos um clube de coração, de momentos e de pequenas vitórias, e essas pequenas vitórias valem mais do que tudo o resto. Para ter orgulho no meu clube, não preciso de ganhar muitos jogos, nem de aparecer muito na TV, nem de ser de clubes bué fixes como o porto, o benfica e o sporting. Ser do Marítimo, é ser superior a essa merda toda, ser muito maior do que isso. Somos poucos, mas somos verdadeiros. E isso não é ser grande. É ser enorme.
sábado, 8 de maio de 2010
África do Sul 2010 - Como deveria ser
Quase dois meses depois de ter escrito como deverá ser a convocatória da Selecção para o Mundial, ainda venho a tempo, a 3 dias, de me antecipar ao anúncio Queiroz. Preparado para toda a crítica e insulto, eram os seguintes 23 que, por mim, deveriam estar na África do Sul. Segue a info-arcaicó-grafia do losango:
---------------------------------------QUIM
---------------------------------------Eduardo
----------------------------------------Hilário
--Miguel------------Ric. Carvalho----------Pepe-----------COENTRÃO
Paulo Ferreira-------Bruno Alves--------CARRIÇO---------Duda
---------------------------------------VELOSO
------------------------------------Pedro Mendes
-----------------Tiago-----------------------------------Simão
----------------Meireles---------------------------------Nani
------------------------------------------Deco
-----------------------------------------Danny
----------------------Ronaldo-----------------Liedson
--------------------MAKUKULA---------NUNO GOMES
Na baliza, a troca obrigatória, para qualquer pessoa que tenha dois olhos na cara, do Rui Patrício pelo Quim. Esta é uma daquelas que não vai acontecer nem que caiam burros do céu, mas também é um caso em que se impõe um espancamento do ceguinho: vai ficar de fora o melhor guarda-redes português da actualidade, depois duma época que fala por si, para ser convocado o jogador mais overrated da história da Academia do Sporting, e possivelmente da história de todas as Academias do mundo. O simbolismo do Patrício no Mundial, pelo Quim, é algo que falará pelo Queiroz, daqui a muitos anos.
Na defesa, outro caso perdido: o 4º central. Nada tirará o Rolando do Mundial, o que também é constrangedor. O Queiroz tinha muito por onde escolher, quer em qualidade pura, como o Carriço, o Zé Castro, ou até o recém-emigrado Sereno, quer mais no físico, com o Tonel ou o Nunes, mas insistiu, desde a primeira hora, num tipo robótico e desengonçado, sem presença nem carisma. Vale, aqui também, simbolicamente, já que graças a deus, o Rolando não deverá fazer nenhum minuto na África do Sul.
---------------------------------------QUIM
---------------------------------------Eduardo
----------------------------------------Hilário
--Miguel------------Ric. Carvalho----------Pepe-----------COENTRÃO
Paulo Ferreira-------Bruno Alves--------CARRIÇO---------Duda
---------------------------------------VELOSO
------------------------------------Pedro Mendes
-----------------Tiago-----------------------------------Simão
----------------Meireles---------------------------------Nani
------------------------------------------Deco
-----------------------------------------Danny
----------------------Ronaldo-----------------Liedson
--------------------MAKUKULA---------NUNO GOMES
Na baliza, a troca obrigatória, para qualquer pessoa que tenha dois olhos na cara, do Rui Patrício pelo Quim. Esta é uma daquelas que não vai acontecer nem que caiam burros do céu, mas também é um caso em que se impõe um espancamento do ceguinho: vai ficar de fora o melhor guarda-redes português da actualidade, depois duma época que fala por si, para ser convocado o jogador mais overrated da história da Academia do Sporting, e possivelmente da história de todas as Academias do mundo. O simbolismo do Patrício no Mundial, pelo Quim, é algo que falará pelo Queiroz, daqui a muitos anos.
Na defesa, outro caso perdido: o 4º central. Nada tirará o Rolando do Mundial, o que também é constrangedor. O Queiroz tinha muito por onde escolher, quer em qualidade pura, como o Carriço, o Zé Castro, ou até o recém-emigrado Sereno, quer mais no físico, com o Tonel ou o Nunes, mas insistiu, desde a primeira hora, num tipo robótico e desengonçado, sem presença nem carisma. Vale, aqui também, simbolicamente, já que graças a deus, o Rolando não deverá fazer nenhum minuto na África do Sul.
À esquerda, surge a minha primeira esperança. Escrevi no post de há tempos que, nos prováveis dois lugares por preencher na cabeça do Queiroz, a sua opção deveria recair num defesa-esquerdo e num ponta-de-lança e, apesar do César Peixoto ter provado ser mais da confiança do seleccionador, acredito que a segunda volta do Coentrão, aliada às gabarolices duma suposta ideia num suposto jogo da selecção B, poderão pesar a favor do titular do Benfica. Não é perfeito na posição, ainda é verde a defender, mas oferece soluções ofensivas muito para lá do que o Duda pode fazer. E viria em alto de forma.
No meio-campo, o caso do Veloso é difícil de prever, porque as variáveis são muitas. Arrisco que o Queiroz não o vai convocar, porque o Moutinho é quase intocável, mas a segunda volta dele foi muita boa, e pode ser sacrificada uma vaga no ataque sem muita sangria (o Edinho, ou Danny, até). Por mim, o Veloso não só estaria nos 23, como seria titular, numa equação em que não haveria espaço para o Moutinho. Reconheço que, sobretudo a confirmar-se o losango, rodagem é o que não lhe falta, e nas 4 posições, até. Acho é que ele é pior trinco que o Veloso e o Pedro Mendes, pior médio interior que o Tiago e o Meireles, pior médio-ala que o Nani e o Simão, e pior 10 que o Deco e o Danny. É um jogador equilibrado, polivalente, mas que não constitui o valor acrescentado que a especialização na posição garante. A vir do banco, como se prevê, não traz quase nada ao jogo.
Para o ataque, deixo a loucura: o Makukula e o Nuno Gomes, nos lugares do Hugo Almeida e do Edinho. O Nuno Gomes está todo fora do Mundial, com zero hipóteses de ir, mas, mesmo tão ausente na época do Benfica, é um jogador com um passado óptimo em grandes competições, e que assentava como uma luva no losango do Queiroz. É útil técnica e é útil cérebro, e não vai ser o Edinho a chegar com eles. Quanto ao Makukula, por comparação com o Hugo Almeida, é um jogador pior tecnicamente, que oferece menos apoio e possivelmente menos soluções. Mas, e sublinho este facto, é mais matador que três Hugos Almeidas juntos. Oxalá a Bota de Ouro na Turquia tenha operado algum milagre...
Em suma, casos perdidos à parte, torço para que constem na lista de terça, ao menos o Coentrão, o Veloso e o Makukula. Os outros, perdoai ao Queiroz, que a gente sabe o que a casa gasta.
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