"Sucede, contudo, que os acontecimentos de ontem mostram bem que, recorra eu ou não, este caso se continuará a arrastar, e não por minha vontade, pelo que se não justifica prescindir do meu direito ao recurso em nome de interesses cuja eventual perturbação não depende da minha decisão."
"I have no choice but to direct my energies toward the acquisiton of fame and fortune. Frankly, I have no taste for either poverty or honest labor, so writing is the only recourse left for me." Hunter S. Thompson
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Mister, existem livros de auto-ajuda
Depois do Mundial, o Madaíl chegou à conclusão que o ideal era despedir o Queiroz. No processo, o Chefe terá ido ao contrato do Mister e visto que, para lhe acabar o contrato 2 anos antes, (afinal de contas, para quê assinar só 2 anos e depois analisar os resultados?), tinha de lhe pagar 3,2 milhões de euros. Parece que o Madaíl terá estrebuchado um bocadito, e parece que depois terá feito chegar aos ouvidos do Mister, provavelmente via Amândio de Carvalho, a possibilidade duma rescisão amigável, ou seja, ainda pagar o batatão que é metade dessa merda, como prémio por uns oitavos de final, que isso é que era um bombom.
O Mister não quis. Ou era os 3,2 milhões ou deixá-lo trabalhar tranquilamente, isto é, deixá-lo foder o próximo Europeu. O Madaíl não gostou. Vai daí chegou ao cúmulo de, durante um caralho dum Verão inteiro, ter pastado em todo o santo orgão de comunicação social, que o Queiroz, num dia assim frio durante a concentração, mandou irem ao cu da mãe dum senhor dirigente, o que, num mundo de decoro, respeito, consideração e boas maneiras, como o futebol, onde, sobretudo, não se dizem esse caralho de palavrões nojentos, nem em situações chatas, em manhãs rabugentas, sem ninguém estar a ouvir, é inadmissível. Será que foi tudo só para humilhar publicamente a pessoa do seleccionador a ver se ele percebia que o grande Madaíl já não o quer mais? É capaz. Será que, no fundo, nunca foi mais do que um peido, cujo único castigo possível eram 1000 euros e um mês de suspensão? Diz que sim. É menos estupidamente humilhante por causa disso? Não.
E o quê que sucede? Depois de ter abertamente perdido o apoio do presidente da Federação, e depois de ter todo o organismo a pisá-lo, pontapeá-lo, cuspi-lo e humilhá-lo, a única coisa que o Mister teve para dizer foi "acato qualquer punição a bem da Selecção". Reparem que até eu fiquei com pena dele, e a única coisa que o Queiroz diz é "dêem-me na boca, eu sou a vossa bitch, eu não me respeito, eu só quero o ossinho do cargo, e podem fazer de mim o que quiserem".
No fundo, é um confronto de estilos: a proverbial filha da putice do Madaíl, contra a histórica falta de amor próprio do Queiroz. E o Queiroz é gajo para ganhar isto.
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
"Incêndios destruíram 95 por cento do Parque Ecológico do Funchal"
Justiça pelas próprias mãos é selvajaria. Justiça pelas próprias mãos não teria limites, não teria controlo, e poderia não ter verdade. Poderia nem sequer ser justiça. Justiça pelas próprias mãos não é, nem nunca poderá ser a solução. Ainda assim, parece-me que, para todos quantos destróiem a terra, a beleza natural, casas, vidas, e o património de gerações, fazê-los queimar com o que começaram é o mais parecido com justiça que haverá por estes dias.
domingo, 8 de agosto de 2010
E a sacana da música parte-me todo
Battlestar Galactica é apresentada como uma das melhores séries Sci-Fi de sempre. Criou uma legião de fãs, e eu, ainda no vazio existencial pós-Lost, ataquei a primeira temporada. A primeira metade não é fácil: acção óbvia, pouca criatividade e personagens simplificadas. No entanto, a coisa transforma-se para o resto, e os protagonistas crescem, e sente-se o tal culto a surgir no argumento, tudo a secundar um fim que é apoteótico, verdadeiramente breathtaking. Partirei para a season 2.
Ainda assim, mais do que uma supertaça
Não que o jogo de hoje vá ter nenhum impacto de outro mundo. Não desvaloriza um Benfica que é claramente mais forte, muito menos invalida que o Porto ainda tenha de crescer muito, e está a anos estrelares de transforma Villas Boas a partir de hoje no definitivo novo Mourinho. Foi só um jogo, e portanto é preciso realismo a extrapolar as coisas. Mas foi um jogo que deixou realmente uma marca, e no banco do Porto, acima de tudo. Sobre Villas Boas, dei a minha opinião de início, e, pré-época passada, mesmo com o ónus de não ter visto nada deste Porto, as bases mantêm-se: experiência na alta roda, perspectiva de boas ideias, mas um mundo a provar. Também por isso, esta Supertaça tem bastante significado para ele. Quando toda a gente tinha a certeza que ele ia falhar, quando, ao contrário do que se possa pensar, ele tinha muito em jogo, e logo depois de ter dito, ainda nem tinham arrefecido os dois espalhanços em Paris, que o Porto era sempre favorito, Villas Boas ganhou. Perante o campeão, o carrossel, Jesus e o gozo alheio, ganhou. E também eu lhe ganhei respeito.
P.S. - Só duas notas estéreis de quem nem viu o jogo: 1 - O Falcão é, a grande distância, o melhor ponta-de-lança do país, certamente um dos 15 ou 20 melhores da Europa, e um jogador muito maior do que o nosso campeonato; 2 - Por esta altura, já parece indiscutível que seria precisa uma mão de milagres para Roberto valer 8 milhões de euros. Claro que a culpa do 1-0 não é dele, mas defender à queima roupa, ainda por cima quando lhe vai à figura, será uma das diferenças entre ele e os grandes a sério.
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