quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ganhou o Messi bla bla


Eu até gosto dele, mas são assustadoras as bolas que consegue falhar à frente da baliza.

No resto, jogo agradável, aberto, com muito jogo de cada lado, só manchado por aquela nossa cena de perder este tipo de amigáveis assim no fim, quando já estamos todos a rodar a equipa.

No onze base da era Paulo Bento, fica a dúvida se Carlos Martins tem fôlego para ficar com o lugar até ao Europeu, além da volatilidade do lugar de Hugo Almeida na frente. Os outros, à excepção de João Pereira pela sombra de Bosingwa, estarão no sítio (com Carvalho e Pepe, como é evidente). Grandes Ronaldo e Nani, Moutinho a não deixar sentir a baixa de forma do Porto, e Meireles quem dera tivesse ido para Inglaterra mais cedo. A confiança mantém-se.


P.S. - À tarde jogaram os sub21, na estreia de Rui Jorge (para quem conservo expectativas). Só deu para ver a primeira-parte, até ao corte da RTP, mas fica, no essencial, uma nota para elogiar os nossos avançados: grandes golos de João Silva, que vai poder fazer a 2ª volta em Portugal (Leiria), emprestado pelo Everton, e de Wilson Eduardo, 2º melhor marcador do Beira-mar (emprestado pelo Sporting). A juntar a Bebé e a Nélson Oliveira, que ficou de fora, desta vez, vale a pena ter esperanças no nosso ataque, ainda por cima com um entusiasmante Mundial de sub20 a ser jogado em Julho e Agosto, na Colômbia.

No que sobra, faz impressão o certo anonimato. Na retina, ficou uma grande defesa do nosso guarda luso-francês (do Lyon), o Anthony Lopes. Ah e o Rúben, o defesa-esquerdo titular, é madeirense, da formação do Marítimo, e andou comigo no Liceu, o que é muito engraçado de se ver.


P.S. 2 - Porque é que o MaisFutebol insiste nesta paneleirice?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Não acredito

Costinha foi despedido. Como é possível depois de tamanha demonstração de profissionalismo??

Outwit. Outplay. Outlast.


É um encanto recente, mas dos grandes.

Comecei a ver, na semana passada, e a conselho do Pestana, a 21ª temporada do Survivor, o mítico reality-show americano que é considerado a mãe deles todos. E colei.

Se só viram os shitty-reality-shows-bisbilhotice que se fazem por cá, ou até o projecto de Survivor português que estará a fazer agora 10 anos, tirem daí a ideia. Isto é material de alto nível: provação, desafios, fome, falta de condições, componente física, estimulação mental, estratégia, relações, traições, sobrevivência. 39 dias a céu aberto, a ser posto à prova permanentemente, a salivar por qualquer recompensa que se assemelhe a uma refeição, a ter de mentir, trair, aliar, transcender-se e fazer o que for preciso para sobreviver até ao próximo desafio, e, em última instância, para ganhar um incrível milhão de dólares. E é um vício do caraças, acima de tudo. A coisa já ir acima das 20 temporadas (são duas por ano), fala por si.

Já ando a consumir a temporada 20, que opõe os personagens mais adorados, aos mais sagazes jogadores da História do Jogo, e que é um daqueles deslumbres muito particulares, perante tipos que sabemos que estão ali porque já escreveram um grande Passado numa realidade daquela dimensão.

A 22ª começa já no próximo dia 14. Uma grandíssima dica.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Já só é triste

"A saída de Liedson foi um negócio ruinoso. (...) Couceiro vem resolver o que eu resolvi, ou seja, nada. (...) Eu lembro-me que jogar no Sporting ou no Benfica era o ponto alto, muitos davam a vida para jogar no Sporting. Hoje em dia, não é assim. Dizem que financeiramente não é bom, ou que desportivamente não é o melhor"
Costinha, hoje, em entrevista à SportTv


"Também percebo que em Alvalade tenha começado o tempo em que cada um procura salvar a sua pele. Percebo, mas acho que há limites. Ou pelo menos devia haver.

Se não concordava com a chegada de Couceiro, Costinha deveria ter ido embora, de forma digna. Se não concordava com a transferência de Liedson, tinha apenas dois caminhos: aceitar e calar ou não aceitar e sair.

O que Costinha fez é inaceitável e lesa o clube que lhe paga: discordou, mesmo assim ficou. Na primeira oportunidade veio manifestar publicamente a sua opinião, procurando assim empurrar as culpas para outros."
Luís Sobral, no Maisfutebol


Já não existem limites para o Sporting bater no fundo.

O clube não tem presidente, não tem reforços, mal tem treinador e já nem tem ponta-de-lança, mas directores consegue ter dois.

Um deles, no vazio desértico e perturbador que o clube atravessa, cometeu a proeza de vir a público desterrar pela base o ténue sopro de estrutura que ainda subsistia, só para provar que ali não há mais do que ruínas. E Paulo Sérgio, o tal que anunciou que ia para ser campeão ainda nas instalações e no banco do Guimarães, é gajo para ir perder tranquilamente a Olhão, e dizer que está ainda mais negro, mas que só quer é continuar a apanhar.

Para este Sporting, ficar no top5 será um feito extraordinário.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Liedshow


"Liedson sempre teve o condão de se superar nos grandes momentos, mas talvez seja difícil encontrar paralelismo para aquilo que conseguiu no seu último jogo. Um estádio em pré-revolta, de repente, inverteu o seu estado emocional e... desatou a chorar!

(...)
Todos falarão dos golos que marcava e da importância de muitos deles. Mas poucos conseguirão explicar bem porque o fazia tantas vezes e em momentos tão importantes."


"Liedson merecia mais. Mais adeptos no estádio, mais equipa, mais troféus e outro(s) treinador(es)."


"Quanto à falta que Liedson vai fazer os factos falam por si. Falaram por si até ao último minuto de leão ao peito. Nada é preciso acrescentar."

Alexandre Pereira, no Maisfutebol


É a despedida dum ponta-de-lança incrível da última década do futebol português. Marcou ao Marítimo mais do que devia, mas, aclubísticamente, pouco haverá a dizer dele além de que sempre foi notável. Sai, curiosamente, sem nunca ter sido campeão, ao fim de sete anos, com duas Taças, uma Supertaça, e uma final da UEFA. Merecia mais.

A partida de Liedson é a imagem final dum Sporting em acelerado processo de degradação, que, nos últimos três anos, se tornou num falhanço crónico, e pior, numa piada pública, sem competitividade, sem investimento e sem treinadores. Vá mudar ou não o cenário num futuro próximo, certo é que, para um jogador como Liedson, preparado para voltar a casa, já não valia a pena.

Ao Sporting, os seus 33 anos farão certamente falta. Já Liedson, no calor do Brasileirão, ganhou provavelmente mais uns anos de vida. Que tenha toda a sorte do mundo, e se, como parece, esta também tiver sido a despedida da Selecção, obrigado por aquele golo em Copenhaga.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E o Bloom é um gajo esquisito...


O fantástico mundo


Nove anos depois do Barça, ao fim de três no Uzbequistão, e com um clube pequenito para presidir recém-comprado, até uma lenda como Rivaldo deve ter ficado boquiaberta com a proposta do gigante São Paulo. Com 38 anos, o velho Rivaldo estreou-se no Campeonato Paulista ontem, só para mostrar que não há desporto mais bonito que este.