domingo, 13 de março de 2011

A obra de arte

day 01 - your favorite movie

Quoteando Boston Legal #3

"Denny Crane: Shirley was the one, Alan. One night while making love, she recited Proust to me.

Alan Shore: Did you understand it?


Denny Crane: Not a word. [Alan laughs] I thought she was possessed."

Boston Legal, Temporada 3, Episódio 13

For all movie freaks, dizem eles

A casa tem andado morta, portanto mais vale alinhar nas cenas do Facebook para animar. Vai daí segue o chamado 30 Day Movie Challenge, que, grosso modo, consiste em espetar aqui um vídeo consoante o tópico cinematográfico definido para cada dia. A lista é esta e seguimos dentro de momentos:

day 01 - your favorite movie
day 02 - your least favorite movie
day 03 - movie that makes you happy
day 04 - movie that makes you sad
day 05 - movie that reminds you of someone
day 06 - movie that reminds you of somewhere
day 07 - movie that reminds you of a certain event
day 08 - a movie that you know by heart
day 09 - movie that you can dance to
day 10 - movie that makes you fall asleep
day 11 - your favorite actor/actress
day 12 - movie from the actor/actress you hate
day 13 - movie that is a guilty pleasure
day 14 - movie that no one would expect you to love
day 15 - movie that describes you
day 16 - movie that you used to love but now hate
day 17 - movie that you see often on TV
day 18 - movie that you wish you saw on TV
day 19 - movie from your favorite director
day 20 - movie that you watch when you’re angry
day 21 - movie that you watch when you’re happy
day 22 - movie that you watch when you’re sad
day 23 - movie that you want to play at your wedding
day 24 - movie that you want to play at your funeral
day 25 - movie that makes you laugh
day 26 - movie that you could direct
day 27 - movie that you wish you could be a director
day 28 - movie that makes you feel guilty
day 29 - movie from your childhood
day 30 - your favorite movie at this time last year

A modos de revista desportiva da semana

1. Intolerável a vitória do Barça frente ao Arsenal. O golo de Messi é indescritível e já pouco haverá a discutir sobre a Pulga como um dos maiores que o jogo já viu. Ver a magnitude daquele talento é ver História a ser feita, é ver o tipo que, daqui a muitos anos, vamos contar que vimos jogar. Ainda assim, é repugnante a maneira como a equipa de Wenger foi desterrada no Camp Nou.

Não está em causa que o Barça é a melhor equipa do Mundo, a melhor da década e uma das melhores de sempre. E o mais provável até era que, mesmo 11 contra 11, mesmo sem penalties inventados, fosse o Barça a ganhar e a seguir em frente. Mas é gozar com a cara das pessoas quando se expulsa o Van Persie num jogo destes, só porque deu mais um pontapé na bola. Como se não bastasse, ainda foi necessária a ronha do insuportável Pedrito para garantir o indispensável 3-1. Assim não. Assim, o grande Barça não se dá ao respeito e não merece a consideração de todos os não devotos que fazem uma vénia ao seu estilo. Assim, o Barça é só a equipa do sistema.

2. Por cá, jornada europeia extraordinária, ainda que só o Porto esteja com um pé nos quartos. O Enorme Braga dura, dura e dura, que nível! Haja alma no The Kop e tudo é possível. Pena o resultado do Benfica, que, vá lá, sancionou a 4ª reviravolta em casa no último mês, mas vai ao Parque dos Príncipes com o golo de Luyindula entalado. Vale o exemplo de Estugarda e a certeza de que, mesmo à beira do colapso físico, era uma pena ficar já pelo caminho.

3. A meio da semana, o "herói" José Couceiro deu uma entrevista ao Record. Disse ele: "Aceitei um desafio que pode acabar com uma carreira". Se Couceiro ganhar, passa a ser um milagreiro; se perder, é o admirável senhor que deu a cara, mas que nunca teria condições para fazer melhor. Se isto não é um desafio de vida ou morte...

4. Uma última nota ao grande Marítimo, que foi hoje à Figueira da Foz sacar a 3ª goleada fora esta época e pôs praticamente uma pedra no fantasma da descida. Na depressão que está a ser a época do Centenário, do novo estádio por acabar aos salários em atraso, finalmente uma boa notícia.

sábado, 5 de março de 2011

83ª - Balanço (late late)

O senhor estágio anda obviamente a limitar a produção por cá. Vai daí um balanço assim tardio.


- O Público abriu o dia a dizer que este era o ano em que a crítica ia perder o Óscar e foi mesmo. A noite foi de O Discurso do Rei, esmagadoramente, e mais do que tinha sido, no ano passado, de Estado de Guerra. O filme de Tom Hooper levou para casa 4 estatuetas e varreu quase tudo o que era peixe graúdo: Filme, Realizador, Actor e Argumento Original. Tivesse Actriz (Bonham Carter estava nomeada, mas para Secundária) e tinha-se tornado no 4.º filme da História a levar os Big Five, depois de Uma Noite Aconteceu, Voando sobre um Ninho de Cucos e Silêncio dos Inocentes. Para a noite ter sido ainda mais arrasadora, só faltaram as vitórias de Geoffrey Rush e de Bonham Carter, nos Secundários, em aberto até ao fim. Preferências à parte, é uma vitória justa dum grande filme, fortíssimo a todos os níveis, senhor dum bom argumento, de grandes interpretações e duma realização magnífica.


- Nas interpretações, nenhuma surpresa e um balanço pleno de justiça. Torci pelo Jeff Bridges para Melhor Actor mas, como escrevi logo que vi O Discurso, é impossível pôr em causa um Óscar para quem tem uma performance do nível da de Colin Firth. A Natalie, que continua a ser linda grávida, passeou intocável e há de provar, mais cedo ou mais tarde, que este não foi um deslocado papel de uma vida. Melissa Leo e Chris Bale salvaram The Fighter, depois de ter chegado a ser questionável que ganhassem os dois, e fizeram-no com integral mérito porque foram mesmo os melhores Secundários.


- A apresentação foi a pior que alguma vez vi e espero que seja lembrada durante muito tempo como um falhanço colossal. Que pelo menos previna, para o próximo ano, quaisquer teorias ridículas sobre apresentadores jovens para cativar jovens ou o que seja. Há uma certa paranóia nos Óscares em relação às insuficiências de quem apresenta, portanto, mesmo com pé e meio atrás, resolvi dar o benefício da dúvida, porque também não vi com bons olhos Jackman e a dupla Martin-Baldwin, nos dois anos anteriores.

Facto é que o show de Franco bateu mesmo muito baixo. Das graças falhadas até ao alheamento total, passando por ganzado ou autista, como lhe chamaram, foi toda uma espiral auto-destrutiva que há de fazer a Academia pensar duas vezes durante bastante tempo. Hathaway não esteve tão mal porque também era difícil, mas esteve muito longe de ter sequer emendado a mão à coisa. Foi um espectáculo triste e deslocado de todas as dimensões em que aquilo poderia funcionar, da satírica (Jon Stewart) à bonacheirona (Martin-Baldwin) e à glamorosa (Jackman). Muito mau para ser verdade e a toda a linha. Ver a classe dos 10 minutos de Billy Crystal só tornou tudo mais penoso.


- À excepção da Rede Social como flop, as minhas pequenas vitórias foram-se todas, e até um banalíssimo Randy Newman, ladeado pela voragem da marca Toy Story, conseguiu levar para casa Melhor Música, secando a magnífica If I Rise, de 127 Horas. Pese a vénia à qualidade de O Discurso do Rei, não era esse o meu vencedor, e já me acostumei, há de demorar até que eu seja um vencedor nos Óscares. Sobre o caso Inception (e eu já só pedia Argumento...), e a saída de cena com 4 Óscares técnicos, não vale a pena insistir mais do que já insisti. Fecho apenas com uma linha do Nuno, que não podia resumir melhor a questão: "Reduzir Inception a quatro prémios técnicos é uma violência e uma das maiores injustiças da História dos Óscares. Ponto."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Um dia o Real foi treinado por um gajo que pensa assim


«Não jogaram seis titulares para reservá-los para o duelo com o Osasuna. Não viemos disputar os pontos. Frente a um rival como o Real, não podíamos esperar um bom resultado.»

Pellegrini, depois de levar 7-0 no Bernabéu

terça-feira, 1 de março de 2011

Isto é capaz de andar morto

Até Maio. 31.