"I have no choice but to direct my energies toward the acquisiton of fame and fortune. Frankly, I have no taste for either poverty or honest labor, so writing is the only recourse left for me." Hunter S. Thompson
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
"But there was one man who taught us to fight,
" ... to storm the wire of the camps, to smash those metal motherfuckers into junk. He turned it around. He brought us back from the brink. His name is Connor. John Connor."
Kyle Reese (Michael Biehn), The Terminator (1984)
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Blue Valentine
Merecia a nomeação para Melhor Filme nos últimos Óscares.
Blue Valentine é uma belíssima história de amor, contada com um realismo cru e impressionante. Não é banal e não tem pudor em retratar desgaste e desencanto, o que só aprimora a pureza do romance em si. O filme entrecorta o presente com o início da relação (com flashbacks e forwards), e é impossível não nos rendermos à mestria do argumento e das interpretações. Apreendemos a frescura e a doçura dos primeiros tempos tanto quanto sentimos depois a violência da realidade em que essas já não estão, numa obra triste mas de beleza intrínseca.
O filme fala de ambição e de evolução, do que nos faz felizes e do que chega para um mas pode não chegar para outro. Mostra paixão tal como as pequenas coisas que, a pouco e pouco, os separaram, qual mão invisível que nenhum dos dois poderia verdadeiramente deter.
Derek Cianfrance realizou e co-escreveu. A realização denota sensibilidade, mas é ofuscada por um argumento magistral a nível de diálogos e da caracterização da relação e das personagens. O filme é o retrato de sentimentos e da passagem do tempo, implicando mais maturidade do que criatividade, e é tanto mais difícil de escrever por causa disso. É um argumento sobre pessoas, e a materialização, do encanto à amargura, tanto em Ryan Gosling como em Michelle Williams, roça a perfeição.
Os dois são, claro, determinantes para o produto final. Só Michelle chegou aos Óscares, mas era justo que lá tivessem estado os dois. Pessoalmente até acho que o desempenho de Gosling foi superior: a tristeza que projecta é impagável e a sua impotência perante o descalabro da relação é devastadora; o descalabro para o qual ele, em consciência, nunca contribuiu directamente, pelo que não o poderia aceitar, como lembra quando diz que nunca a traiu, nunca a tratou mal, nunca foi mau pai. O papel de Michelle é diferente. É mais de desencanto, de fuga, na celebração da premissa que o filme lança a dada altura e que, no fundo, o define: que só os homens amam verdadeiramente. E que, de alguma maneira, precisam de menos para serem felizes.
Blue Valentine é um filme lindíssimo. Com tanto de delicado como de violento, tanto de encanto como de tristeza. Um pleno romance.
Blue Valentine é uma belíssima história de amor, contada com um realismo cru e impressionante. Não é banal e não tem pudor em retratar desgaste e desencanto, o que só aprimora a pureza do romance em si. O filme entrecorta o presente com o início da relação (com flashbacks e forwards), e é impossível não nos rendermos à mestria do argumento e das interpretações. Apreendemos a frescura e a doçura dos primeiros tempos tanto quanto sentimos depois a violência da realidade em que essas já não estão, numa obra triste mas de beleza intrínseca.
O filme fala de ambição e de evolução, do que nos faz felizes e do que chega para um mas pode não chegar para outro. Mostra paixão tal como as pequenas coisas que, a pouco e pouco, os separaram, qual mão invisível que nenhum dos dois poderia verdadeiramente deter.
Derek Cianfrance realizou e co-escreveu. A realização denota sensibilidade, mas é ofuscada por um argumento magistral a nível de diálogos e da caracterização da relação e das personagens. O filme é o retrato de sentimentos e da passagem do tempo, implicando mais maturidade do que criatividade, e é tanto mais difícil de escrever por causa disso. É um argumento sobre pessoas, e a materialização, do encanto à amargura, tanto em Ryan Gosling como em Michelle Williams, roça a perfeição.
Os dois são, claro, determinantes para o produto final. Só Michelle chegou aos Óscares, mas era justo que lá tivessem estado os dois. Pessoalmente até acho que o desempenho de Gosling foi superior: a tristeza que projecta é impagável e a sua impotência perante o descalabro da relação é devastadora; o descalabro para o qual ele, em consciência, nunca contribuiu directamente, pelo que não o poderia aceitar, como lembra quando diz que nunca a traiu, nunca a tratou mal, nunca foi mau pai. O papel de Michelle é diferente. É mais de desencanto, de fuga, na celebração da premissa que o filme lança a dada altura e que, no fundo, o define: que só os homens amam verdadeiramente. E que, de alguma maneira, precisam de menos para serem felizes.
Blue Valentine é um filme lindíssimo. Com tanto de delicado como de violento, tanto de encanto como de tristeza. Um pleno romance.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Quem ganha merece sempre
Campanha bestial dos miúdos.
Não haveria, com certeza, uma mão cheia de pessoas que apostasse neles, há um mês, e no entanto lá estão, com uma naturalidade quase perturbadora: pelo caminho a Argentina, super-favorita, e a França, besta negra, mais uns pornográficos 570 minutos sem sofrer golos, recorde absoluto da história da competição e, provavelmente, de tudo o que a FIFA alguma vez organizou.
O estapafúrdio sucesso que alcançaram não tem sido, contudo, de elogio unânime. O defensivismo acérrimo e o futebol de risco nulo têm recolhido críticas, que, não sendo agradáveis, são justas: é difícil gostar de ver a equipa jogar. O seu jogo faz-se de um festival de bolas longas da defesa para o ataque, ocasionalmente de progressão pelas laterais, ponteado de vez em quando pelo talento de Caetano. A regra é nunca arriscar, e não há três passes seguidos nem construção no meio-campo criativo. Ilídio Vale não seria o treinador recomendado para qualquer um que goste de apreciar um jogo de futebol e isso não é um pormenor.
Ainda assim, há uma coisa que, para mim, será sempre sagrada: os resultados. No futebol não existe sorte e Vale pegou numa equipa sem estrelas, diagnosticada com um potencial próximo de zero, e pô-la na final da competição mais importante do futebol jovem mundial, sem sofrer um único golo. O torneio que faz lendas, que qualquer jovem só pode jogar uma vez na vida e que, em caso de sucesso, marcará a sua carreira até ao absoluto último dia. O torneio que para nós, ainda por cima, se reveste de proporções quase cabalísticas, não tivesse sido, há 20 anos, o berço da melhor geração da história do nosso futebol.
Então como agora, um Portugal-Brasil na final, qual ironia do destino. Talvez não tenha o rasgo desses dias, mas esta é uma selecção recheada de outras qualidades: disciplina, solidariedade, maturidade, coragem e uma imensa capacidade de superação. Não há vencedores iméritos. E, espectacularmente ou não, já se sente o gosto do tri. Quem diria.
Não haveria, com certeza, uma mão cheia de pessoas que apostasse neles, há um mês, e no entanto lá estão, com uma naturalidade quase perturbadora: pelo caminho a Argentina, super-favorita, e a França, besta negra, mais uns pornográficos 570 minutos sem sofrer golos, recorde absoluto da história da competição e, provavelmente, de tudo o que a FIFA alguma vez organizou.
O estapafúrdio sucesso que alcançaram não tem sido, contudo, de elogio unânime. O defensivismo acérrimo e o futebol de risco nulo têm recolhido críticas, que, não sendo agradáveis, são justas: é difícil gostar de ver a equipa jogar. O seu jogo faz-se de um festival de bolas longas da defesa para o ataque, ocasionalmente de progressão pelas laterais, ponteado de vez em quando pelo talento de Caetano. A regra é nunca arriscar, e não há três passes seguidos nem construção no meio-campo criativo. Ilídio Vale não seria o treinador recomendado para qualquer um que goste de apreciar um jogo de futebol e isso não é um pormenor.
Ainda assim, há uma coisa que, para mim, será sempre sagrada: os resultados. No futebol não existe sorte e Vale pegou numa equipa sem estrelas, diagnosticada com um potencial próximo de zero, e pô-la na final da competição mais importante do futebol jovem mundial, sem sofrer um único golo. O torneio que faz lendas, que qualquer jovem só pode jogar uma vez na vida e que, em caso de sucesso, marcará a sua carreira até ao absoluto último dia. O torneio que para nós, ainda por cima, se reveste de proporções quase cabalísticas, não tivesse sido, há 20 anos, o berço da melhor geração da história do nosso futebol.
Então como agora, um Portugal-Brasil na final, qual ironia do destino. Talvez não tenha o rasgo desses dias, mas esta é uma selecção recheada de outras qualidades: disciplina, solidariedade, maturidade, coragem e uma imensa capacidade de superação. Não há vencedores iméritos. E, espectacularmente ou não, já se sente o gosto do tri. Quem diria.
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sábado, 6 de agosto de 2011
The horror

"I've seen horrors... horrors that you've seen. But you have no right to call me a murderer. You have a right to kill me. You have a right to do that... but you have no right to judge me. It's impossible for words to describe what is necessary to those who do not know what horror means. (...) You have to have men who are moral... and at the same time who are able to utilize their primordial instincts to kill without feeling... without passion... without judgment... without judgment! Because it's judgment that defeats us."
Coronel Walter E. Kurtz (Marlon Brando), Apocalypse Now (1979)
Genial.
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Marlon Brando
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Miscelânea cinéfila de verão

Due Date. Dois senhores do género não poderiam fazer uma má comédia. Primeira-parte sensacional e superior à segunda, mas balanço claramente positivo. 7/10
The Damn United. A biopic do lendário e irascível Brian Clough, um dos dois únicos treinadores ingleses a vencer por mais do que uma vez a Liga dos Campeões. Foca-se num período de 44 dias ainda no seu início de carreira, em que orientou, sem sucesso, o gigante Leeds United. Interessante, com ângulo e uma bela performance de Michael Sheen no papel, bem secundado por Timothy Spall. 7/10
Harry Potter and the Deathly Hallows: Part II. Não é o melhor dos oito como se fazia crer, mas é um filme muito bem feito em muitos momentos, capaz de ilustrar com nota positiva a segunda parte de um livro muito difícil de filmar. Foi também o melhor desempenho de Radcliffe. A partir da "ressurreição" o filme começa a decrescer, com o capítulo final a ser um falhanço grotesco, tão mau como no próprio livro. Apesar de tudo, David Yates merece o reconhecimento, porque levou a saga ao nível seguinte: os seus quatros filmes foram os quatro melhores. No topo, está Half-Blood Prince. 7/10
X-Men: First Class. Sou fã da BD, gostei do que já foi feito e a prequela não desiludiu. Exagera várias vezes com efeitos especiais mal feitos e desnecessários, e tem um argumento só suficiente, mas alimenta a mística da saga e, como se esperava, é alicerçada em grandes prestações individuais: o genial Michael Fassbender à cabeça, mas também James McAvoy e Jennifer Lawrence. 7/10
Limitless. A maior surpresa da semana. A sinopse era basicamente a de um escritor falhado que de repente ganhava poderes especiais, o que é frouxo, mas o filme é muito mais do que isso. O argumento é das maiores lufadas de ar fresco que apanhei nos últimos tempos, eminentemente criativo, e o final ainda por cima não tem nada de banal, o que é cada vez mais raro por estes dias. É interessante de ponta a ponta, e conta com um Bradley Cooper suficiente para manter o nível. 8/10
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Harry Potter
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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