
"I have no choice but to direct my energies toward the acquisiton of fame and fortune. Frankly, I have no taste for either poverty or honest labor, so writing is the only recourse left for me." Hunter S. Thompson
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Moon

quinta-feira, 10 de junho de 2010
Ár-rren-ti-na (ou como torcer por Maradona é, simplesmente, uma questão de fé)
"Argentina, Argentina. Vinte anos depois, El Pibe tem nas suas mãos a hipótese de esquecer as lágrimas da final perdida contra a Alemanha no Mundial de 90. O tri, que todos os portugueses bons chefes de família esperam, está a um passo curto que se dança sobre a corda da, digamos, pouca apetência de Maradona para o cargo de treinador. Compensa com o génio estapafúrdio de um louco, as suas tiradas e a fé ilimitada na vontade e no talento dos jogadores que dirige. Continua a ser maior do que aquilo que faz, bigger than life, como se costuma dizer. O que Messi nunca será. O puto que faz anúncios a batatas fritas, dono de um carisma próximo de zero (na escala Pedro Granger), tem de ser mesmo muito, muito bom para ficar na história. Ser melhor do que Maradona pode não chegar, e esta é primeira prova de fogo: o Mundial jogado longe da cama quentinha do Barça e dos magníficos centro-campistas da cantera (Xavi, Iniesta, Pedro."
tudo via Arrastão
Isto é só para assustar, a partir de amanhã somos todos civilizados outra vez
"A polícia sul-africana revelou esta quinta-feira que houve um roubo no hotel da selecção da Grécia, nomeadamente no quarto de três jogadores, em Umhlanga." (a bola)
"Quatro jornalistas chineses foram assaltados na África do Sul, segundo informação do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, citado pela agência Efe." (maisfutebol)
A masterpiece

quarta-feira, 9 de junho de 2010
Considerações divagantes sobre toda uma parafernália que não me vai dar um bom estágio
Pese a grosseira falta de carisma do Queiroz, pese as hesitações, as más opções e a falta de agilidade no banco, é daquelas coisas em que é difícil ser razoável. Com todas as fraquezas, não consigo deixar de acreditar que as coisas vão correr bem na África do Sul, mesmo contra a maioria das expectativas. Sendo rigoroso o mais possível, digo que há um objectivo essencial: passar a fase de grupos. Menos do que isso será um falhanço rotundo e, mesmo incluídos no grupo da morte, é algo em relação ao qual não há nada a contemporizar. Depois disso, é toda uma nova realidade, com a eliminação directa e os jogos que chegam à pele. Em princípio, admitindo que não ganhamos o grupo ao Brasil, o adversário mais provável nos oitavos é a Espanha, e, contra a melhor selecção do Mundo, não somos favoritos. É onde o jogo vai entrar na dimensão mais emocional e onde, lucidamente, é injusto exigir mais. Sem que isso seja sinónimo de pensar pequeno, uma passagem aos quartos já seria sinónimo de um grande Mundial.
Os Favoritos
Não fosse o histórico passado derrotista, e os favoritos claros seriam a Espanha e a Inglaterra. Os campeões da Europa e a nova selecção de Capello foram quem teve os últimos 2 anos mais consistentes, quem jogou mais e melhor, e quem chega à África do Sul mais cheio de si. Ainda assim, é deslocado da realidade não incluir no lote a Alemanha, a Itália e o Brasil. Os dois primeiros, porque estão condenados a ter resultados (a Alemanha, apesar das lesões, chega saudável, depois duma qualificação fantástica; a Itália, mesmo com a má preparação, tem o velho Lippi de volta ao banco), e o Brasil porque, apesar da perturbadora falta de individualidades (em relação a 2006 não estão Ronaldo, Adriano e Ronaldinho...), surge como uma equipa muito equilibrada, disciplinada e coesa mentalmente (mérito de Dunga).
Desilusão, se é que lhe podemos chamar isso, também me parece ir ser a maior participação africana da História, no primeiro Mundial africano da História. A Argélia e a África do Sul são muito desconfiáveis (pese os bons resultados que Parreira tem conseguido na preparação), os históricos Nigéria (que tem o maior potencial de todos) e Camarões autênticos exércitos desgovernados, e a Costa do Marfim não é uma selecção com sorte. Talvez o Gana, mas o grupo (Alemanha, Sérvia, Austrália) é muito competitivo, e a orfandade de Essien não ajuda. Parece-me que caem todos à primeira.
As Apostas
Tenho expectativas tremendas para o Chile. A preparação tem sido fantástica, e chega-se com grande espírito ao Mundial. O ataque é um must (Mark González, Valdivia, Suazo, Alexis Sanchéz, até um transfigurado Mati Fernández) e, no banco, está um velho caminhante argentino, um ancião das Selecções, Marcelo Bielsa. Acredito no sucesso, ainda que, a passar, apanhe Brasil ou Portugal.
Final Four
Aposto num Argentina-Inglaterra e num Holanda-Brasil. Inglaterra-Brasil para a final. E ganha o Capello.
