domingo, 17 de abril de 2011

Andiamo Napoli


O Nápoles sempre me encheu as medidas. A bandeira da Itália pobre do Sul, a revolta para afrontar os grandes, o San Paolo em delírio, aquela alma tão particular. E deus Maradona, claro, acima de todos. São um caso à parte, qualquer coisa eminentemente passional. Vê-los aí gigantes outra vez, a lutar pelo título italiano como nas histórias do ano em que nasci, foi de uma devoção instantânea.

Hoje, infelizmente, o sonho napolitano ficou por um fio. Ontem, o Milan tinha resolvido com a Sampdoria no San Siro, e hoje, ao fim de 4 vitórias seguidas, o Nápoles deixou fugir a Udinese em pleno San Paolo e ficou a seis pontos da liderança. Pareceu quase sempre um desafio grande demais para o velho Napoli, perante um Milan fortíssimo internamente, mas o coração foi dando para quase tudo, como no arrepiante 4-3 à Lazio, há duas semanas. Hoje, claro está, fica um indiscutível amargo de boca. Aquela réstia de esperança, porém, continua a estar lá. Insinuante, continua a persistir. Tenho para mim que quem é de grandes, nunca vai perceber.

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