domingo, 28 de março de 2010

"Sometimes, i feel like Diogenes. You know, the guy who walks alone with a lamp looking for an honest man"


Edge of Darkness é um thriller com muito de previsível e pouco de criativo. As linhas gerais (a tradicional conspiração americana, a investigação desesperada ao sistema, etc) são perfeitamente banais, pelo que, quem o for ver, não deverá esperar surpresas de maior. Há uma ou outra, mas de pequena monta, valendo a coisa, sobretudo, pelo repentismo e pela intensidade dalgumas cenas, e, ainda, pela personagem de Ray Winstone que, sem ser central, é, de longe, o seu maior brilho. O filme parece, durante muito tempo, mal editado, com cenas coladas sem grande ligação, ficando por explorar alguns momentos, emocionais sobretudo (na primeira parte do filme, o sofrimento do protagonista é muito mal gerido), para o que também contribuíu um Mel Gibson já distante do fulgor e do carisma dos velhos tempos. O filme também aposta muito num entendimento subliminar, em não explicar coisas para incentivar uma espécie de dedução, mas a confusão é grande, e, ao fim ao cabo, à trechos da acção que não são totalmente compreensíveis, assim como tiradas que não têm ponta por onde se lhe pegue (Gibson diz, depois de cenas com alguma intensidade, coisas como "e aperte o cinto", ou "e diga aos polícias para não mijarem nos arbustos"...).

Este será, ainda assim, um filme com um mínimo de competência, que até segue num certo crescendo, e não acaba de uma maneira totalmente desinteressante (o joker que é a figura de Winstone também contribui para isso). Para quem quer passar um bocado a ver uma mistura de drama e acção, e quer fugir a qualquer coisa densa, serve bem. Só reforço que, além da pouca criatividade, é um filme um bocado desleixado nos acabamentos, que dá a sensação de ter sido feito a despachar.

2 comentários:

Ricardo Caldas disse...

Eu gosto é da tradução do nome do filme para português :P
É sempre assim! Enfim...

Paulo Pereira disse...

Nem conhecia lol. Mas já perdi a esperança, man