quarta-feira, 13 de junho de 2012

EURO, #6: A Mannschaft nem teve de acelerar


Holanda-Alemanha, 1-2

Tudo fácil para a Alemanha.

Se, contra Portugal, os homens de Low pareceram regrados, hoje deram a ideia de estarem meramente a especular com o jogo. A sensação que fica é que a Alemanha se dá ao luxo de liderar o grupo sem ter mostrado ainda os trunfos todos, e hoje não foi preciso. Frente a uma Holanda que começou com vontade, mas foi inofensiva, os alemães acabaram por marcar uma e outra vez com uma naturalidade bestial. Depois, com toda a paz do mundo, no desconsolo laranja, a Mannschaft pôs em campo o seu jogo de transições e tabelas rápidas, e chegou a fazer da partida muito penosa para os holandeses.

A Holanda é o grande falhado até agora. Mais do que as derrotas, dá que pensar o desencanto: a equipa não consegue inventar, nem sequer mascarar a frustração, parece envelhecida, e sem disposição. Os homens de Van Marwijk foram manietados pelos alemães durante muito tempo, aqui e ali com ares de humilhação, e nunca mostraram ganas de reagir. Só não foi pior porque Van Persie marcou e, na parte final, isso lá permitiu recuperar alguma dignidade, deslocando o jogo para o meio-campo alemão, mesmo que sem perigo declarado. A saída de Robben, directamente para os balneários e a tirar a camisola, é o espelho da equipa: falta de espírito, falta de atitude, e, como lhe chamou Sneijder, "egos patéticos". Por conspirações da matemática, os holandeses jogarão connosco ainda na corrida. Saibamos aproveitar o seu mau estado.

Holanda - Sneijder é o marinheiro solitário, numa equipa que não faz jus à sua altivez competitiva. Se a Holanda ainda tem um fio de esperança, esse vive nas suas botas. Van Persie, por sua vez, não se ia embora sem um tiro à sua imagem.

Alemanha - Que luxo descomunal é ter um 9 como Mario Goméz. A maneira como recebe no 1-0, e como coloca no 2-0, é um verdadeiro manual. Já não havia dúvidas de que Goméz é um dos nomes maiores da actualidade; hoje confirmou que este é capaz de ser o seu Europeu. Depois da entrada discreta, Schweinsteiger abriu o livro, com duas grandes assistências. Com Ozil e Muller, esteve nas fases de construção mais notáveis da Alemanha. Hummels impressionou outra vez: ágil e inultrapassável atrás, é magnífica a forma como sai a jogar. Não estará no Borussia no início da próxima época.

1 comentário:

José Freitas disse...

Vivemos num regime de Censura.
Os adeptos alemães chamaram durante todo o jogo macaco ao Nani e as Censuras da RTP, SIC, TVI e SPORTV, proibiram a divulgação desse facto indesmentível!!!
Falam contra a Censura da Coreia do Norte e eles fazem o mesmo, parece que estamos na Coreia do Norte!
Vencemos a Dinamarca por 3-2.
É interessante o blog.
O excelentíssimo António Borges quer que os salários de fome passem a ser salários de muita fome. Mas ele ganha um salário muito interessante e é mais um «moralista», no dia 11 de Junho de 2012, fartou-se de pregar a sua moral para os outros, mas que não usa para si próprio, na RTP1, depois da 22.30.
O LAZER É ÓPTIMO, O PIOR É QUANDO FALTA O SUBSÍDIO DE FÉRIAS.
Um programa recente da SIC Notícias disse mentiras sobre o caso «Equador», que tem frases inteiras copiadas de «Cette nuit la liberté».
MST é um «moralista» anti-Esquerda.
É sempre bom conhecer melhor um «moralista».
A Censura anda muito activa nos comentários dos blogs. Espero que deixe passar este comentário.
Em www.anticolonial21.blogspot.com está a verdade inconveniente sobre a cópia de partes de «Cette nuit la liberté» por Miguel Sousa Tavares para o livro «Equador».